Crosta verde cobre afluente do Tietê no noroeste paulista e afasta pescadores e turistas

Água do Rio Tietê volta a ficar verde e incomoda moradores de Zacarias O Ribeirão São Jerônimo, afluente do Rio Tietê, no município de Zacarias (SP), no ...

Crosta verde cobre afluente do Tietê no noroeste paulista e afasta pescadores e turistas
Crosta verde cobre afluente do Tietê no noroeste paulista e afasta pescadores e turistas (Foto: Reprodução)

Água do Rio Tietê volta a ficar verde e incomoda moradores de Zacarias O Ribeirão São Jerônimo, afluente do Rio Tietê, no município de Zacarias (SP), no noroeste paulista, está coberto por espessa camada de algas e matéria orgânica verde. A situação que preocupa moradores e pescadores se repete há vários dias, conforme verificado pela TV TEM. O problema afeta a pesca, o turismo e o uso da água na região. A crosta verde ocupa boa parte da superfície do ribeirão e, em alguns pontos, encobre completamente a água. O material é bastante denso e tem aspecto semelhante ao de um lodo, misturando tons de verde e azul. Objetos que caem sobre a massa não afundam. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Segundo moradores, o problema, observado desde janeiro, se agravou nos últimos meses. O funcionário público Mauro Gava conta que precisou deixar o rancho da família por causa do odor e da aparência da água. Devido à densidade de crosta verde, objetos que caem na água não afundam, no Ribeirão São Jerônimo, em Zacarias (SP): situação se agravou nos últimos dias, segundo moradores e pescadores TV TEM/Reprodução “Minha esposa, minha mãe de 92 anos, minha cunhada, nós viemos embora porque está insuportável. Tanto o odor quanto a cor da água. Parece uma lama verde, um barro. Não dá para pescar”, afirma, à TV TEM. Crosta nas margens lembra algas O autônomo Valdecir Giusti, que tem um rancho às margens do ribeirão, relata que o fenômeno começou com pequenos pontos verdes espalhados pela água e aumentou gradativamente. “A gente saía para pescar de barco. No passar dos anos, ia aumentando os pontos verdes na água. Quando chegava a época da seca, ia aumentando. Até chegar a este ponto”, diz, à TV TEM. Valdecir Giusti caminha em passarela sobre o ribeirão afluente do Tietê, em Zacarias (SP): matéria orgânica verde cobre as águas e exala mau cheiro, afugentando moradores e pescadores TV TEM/Reprodução Segundo ele, a crosta verde se acumula nas margens e lembra algas. Para tentar amenizar o problema, o morador retira parte do material manualmente. Além do mau cheiro e da água imprópria para banho, moradores relatam prejuízos à pesca. O pescador Silécio José Francisco afirma que a quantidade de peixes diminuiu nos últimos anos. “Há três anos, era uma loucura o que a gente pegava de peixe. Agora não dá. Com essa água verde, tá muito ruim de pegar peixe. É triste ver a água assim. É uma água com a qual a gente já fez até comida”, conta, à TV TEM. Algas espessas cobrem as águas do Ribeirão São Jerônimo, em Zacarias (SP): situação se agravou nos últimos dias, conforme moradores, afugentando pescadores e turistas TV TEM/Reprodução Algas espessas cobrem as águas do Ribeirão São Jerônimo, em Zacarias (SP): situação se agravou nos últimos dias, conforme moradores, afugentando pescadores e turistas TV TEM/Reprodução Initial plugin text O que a Cetesb diz Em nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a coloração esverdeada está associada à eutrofização, fenômeno que favorece a proliferação de algas e pode ser intensificado por fortes chuvas, como as registradas na região de Araçatuba no fim de semana. O órgão afirmou ainda que mantém monitoramento e fiscalização na área por meio do Grupo de Fiscalização Integrada das Águas do Rio Tietê (GFI-Tietê), coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado. Algas espessas cobrem as águas do Ribeirão São Jerônimo, em Zacarias (SP): situação se agravou nos últimos dias, conforme moradores, afugentando pescadores e turistas TV TEM/Reprodução Segundo a companhia, desde o início de 2025 foram realizadas 419 inspeções, com aplicação de mais de R$ 13,8 milhões em penalidades. A Cetesb informou também que o acompanhamento da qualidade da água inclui seis estações automáticas de monitoramento e 27 pontos de amostragem no Rio Tietê. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM