Professor denuncia ataques racistas e homofóbicos no IFPI em Teresina e alunos são suspensos
Professor denuncia ataques racistas e homofóbicos no IFPI em Teresina Reprodução/Arquivo pessoal Jailson Santos, professor do curso de Moda do Instituto Fede...
Professor denuncia ataques racistas e homofóbicos no IFPI em Teresina Reprodução/Arquivo pessoal Jailson Santos, professor do curso de Moda do Instituto Federal do Piauí (IFPI), no campus Teresina Zona Sul, denunciou ter sofrido ataques homofóbicos e racistas feitos por sete alunos da instituição. Os alunos teriam pedido a morte e afirmado que sumiria com os órgãos do professor. Ao g1, o professor contou que descobriu os ataques no dia 29 de maio. Segundo ele, as mensagens foram enviadas em um grupo de WhatsApp de estudantes do segundo ano. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "Foram ofensas que me deixaram triste. Eu sempre falei para eles que meu sonho de infância era ser professor", afirmou Jailson. Em nota, o IFPI informou que os alunos foram suspensos e repudiou os atos. (Confira nota ao fim da reportagem) Professor denuncia ataques racistas e homofóbicos no IFPI em Teresina e alunos são suspensos: 'odeia porque é gay' Reprodução/Arquivo pessoal Em uma das mensagens, há ameaças explícitas de violência e racismo. Um aluno pergunta "vão fazer coxinha com carne dele e vender?", ao que outro responde "a carne é preta e os clientes achando que queimou". Entre os ataques homofóbicos, um estudante afirma que "a gente odeia ele porque ele é gay e não porque é professor". Ao professor, os alunos alegaram que os ataques ocorreram por causa das cobranças em sala de aula. "Então não foi pela didática. Foi exatamente pela minha orientação sexual. Foi horrível para mim, muito difícil", lamentou Jailson. Jailson denunciou o caso ao instituto e, segundo ele, os pais dos estudantes tentaram justificar os ataques. "É injustificável. Disseram que eu cobro demais, mas entendo que meu trabalho como professor é fazer essa cobrança. Estou em sala de aula para compartilhar o conteúdo, mas também ensinar respeito, ética e responsabilidade", afirmou. O professor contou ainda que, em outra conversa, duas alunas planejaram provocá-lo e usar gravações para prejudicá-lo. "A trama deles seria essa, simular uma situação na qual eu pudesse me estressar para que eles pudessem gravar e levar para a coordenação como se fosse algo recorrente" explicou. O professor registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil na última sexta-feira (12). Confira a nota do IFPI O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, em virtude das mensagens veiculadas em grupo turma no aplicativo Whatsapp sobre de atos de discriminação e homofobia com professor na instituição, vem a público repudiar quaisquer atos de assédio, discriminação, importunação e manipulação. Ressaltamos que estas práticas não condizem com as diretrizes desta instituição que preza pela ética, respeito e segurança de todos os seus alunos, servidores e colaboradores. Os casos constatados ou formalmente denunciados são encaminhados à Controladoria Interna do IFPI para abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PAD) e seguem os ritos e prazos processuais legais necessários para a devida apuração. Reforçamos que esse tipo de denúncia tem prioridade na apuração e aplicação de sanções de acordo com a legislação. O IFPI possui equipe multidisciplinar em seus quadros que estão aptos a ouvirem e realizarem acompanhamentos que se façam necessários referentes a esta temática como uma forma de garantir amparo às vítimas deste tipo de situação. Reafirmamos o nosso compromisso em combater a naturalização das violências e dos abusos de poder dentro e fora das Instituições de Ensino. Agora no g1 *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros . VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube